quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Tem início processo de beatificação de Dom Luciano

Foto: Diocese de São Mateus

O processo para reconhecer como beato o ex-Arcebispo de Mariana (MG), Dom Luciano Mendes de Almeida, teve início nesta quarta-feira, 27, durante missa solene na Catedral Metropolitana de Mariana. A data recorda o falecimento de Dom Luciano, em decorrência de falência múltipla de órgãos, em 2006. A celebração, que foi presidida pelo Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, marca o começo da fase arquidiocesana do processo, com a sessão de instalação do tribunal eclesiástico que dará início ao procedimento de beatificação, autorizado pela Congregação para a Causa dos Santos em 13 de maio. 

“Por parte da Santa Sé, não há nada que impeça, para que se inicie a Causa de Beatificação e Canonização de Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida”, informou a Congregação. Mons. Roberto Natali, vigário judicial, postulador da causa de Dom Luciano, adianta que se trata do início do processo. “Ainda estamos na fase de preparação para a abertura do processo na diocese”, declarou. 

Segundo Mons. Natali, “essa primeira fase ocorre na Arquidiocese de Mariana, onde Dom Luciano atuou por 18 anos. A segunda fase, que é decisiva, será em Roma”. Para que o bispo seja beatificado será necessário comprovar, por meio de documentos e depoimentos, que ele levou uma vida virtuosa, por meio da prática cristã como a fé, esperança, amor, prudência, fortaleza, temperança, humildade, pobreza, obediência e castidade. Não há prazo determinado para a conclusão da primeira fase, mas a previsão é que deve demorar. 

“Não acredito que o fato dele ser jesuíta, como o Papa Francisco, possa agilizar o processo de beatificação de Dom Luciano que, graças a Deus, está começando agora. Já é um grande passo colocar a vida de Dom Luciano em foco”, afirma o postulador. Caso a documentação seja aprovada em Roma, com um decreto do Papa Francisco, Dom Luciano passa a ser venerável. A partir deste título, se um milagre alcançado por sua intercessão foi provado, o religioso será reconhecido beato. A comprovação de um segundo milagre pode o tornar santo. 

Para Mons. Natali, o maior desafio será reunir os casos das pessoas mais humildes, entre eles mendigos e doentes, de quem Dom Luciano costumava cuidar pessoalmente nos hospitais. “Depois de um dia inteiro de trabalho nos afazeres como bispo, ele saía em silêncio e ia a pé socorrer drogados e doentes nos hospitais. São registros que só podem ser encontrados no livro da vida, direto com Deus”, disse o vigário judicial.

Dom Luciano
Nascido no Rio de Janeiro em 5 de outubro de 1930, Dom Luciano tornou-se jesuíta ainda jovem, trabalhando na Companhia de Jesus, dos 17 aos 45 anos de idade, onde obteve destaque no trabalho com detentos nas cadeias em Roma. Foi bispo auxiliar de Dom Paulo Evaristo Arns, em São Paulo, antes de ser nomeado arcebispo de Mariana, em 1988, onde permaneceu até 2006, quando faleceu aos 75 anos. Dom Luciano foi também Secretário geral (de 1979 a 1986) e Presidente por dois mandatos consecutivos (1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 
Em nota publicada por ocasião de sua morte, a Presidência da CNBB destacou entre as marcas que o religioso deixou na instituição o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja.

Comenda Dom Luciano
Após a Sessão de Abertura do Processo de Canonização, a Faculdade Arquidiocesana de Mariana promoveu a entrega da Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e de Responsabilidade Social, no Centro Cultural Arquidiocesano. Criada em 2008, a comenda é entregue a personalidades e organizações que, por suas ações afirmativas, cumprem importante papel na área da responsabilidade social. Nesta edição, entre os agraciados está o Bispo de Xingu (PA), Dom Erwin Krätler, reconhecido por sua luta em favor de causas sociais e ambientais na Amazônia.

Por Rádio Vaticano 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Diocese de Serrinha realiza estudo do documento:Comunidade de Comunidades-uma nova paróquia


A Diocese de Serrinha, se encontra com os Padres, Diáconos e Leigos, para estudar e refletir com o Documento da CNBB, número 100 – Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia.
As Paróquias “são células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casa e escolas de comunhão. “ Cada vez mais em comunidade de comunidades” (nº 138).
Acompanhemos através das nossas oração e que as luzes do Espirito Santo, nos ilumine e nos oriente neste momento de partilha e reflexão, para bem avançarmos nos horizontes da NOVA EVANGELIZAÇÃO.

Por:Gabriel Mota

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Paróquia da Catedral de Santana realiza festival beneficente de prêmios

O domingo, 10 de agosto, não foi um dia somente de comemoração aos dias dos pais, e sim, um dia que milhares de pessoas se aglomeraram na Praça Miguel Carneiro, mais conhecida como Praça da Catedral no Centro da cidade de Serrinha para concorrer aos prêmios do Festival Beneficente de Prêmio da Paróquia da Catedral de Senhora Santana em Serrinha-BA.

Com o objetivo e concluir a reforma da Catedral de Senhora Santana, o festival, que ocorre todos os anos, ofereceu nesta edição prêmios que variavam de poupança, cozinha completa, moto e carros.

Confirma abaixo os ganhadores dos prêmios:










Por Fernando Nunes - Redação da PASCOM
Fotos: Rose Silva

domingo, 17 de agosto de 2014

‘Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos’ - Grito dos Excluídos 2014

Esse é o lema do 20º Grito dos/as Excluídos/as para este ano de 2014, tendo como espinha dorsal, como já vem acontecendo desde o seu início, o tema ‘Vida em Primeiro Lugar’. 

Organização ligada ao Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o Grito é uma mobilização dos fiéis da Igreja Católica iniciado no Brasil em 1995, motivado pelo tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano: ‘A Fraternidade e os Excluídos’ e que acontece em torno do 7 de setembro, data cívica em que se comemora a liberdade da Pátria do jugo português. 

A Assembleia Geral dos Bispos, em 1996, discutiu e aprovou o Grito dos Excluídos dentro do Projeto Rumo ao Novo Milênio. Em 1999,o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas. 

O que é o Grito? É uma forma de manifestação pública com o objetivo de anunciar, em diferentes lugares e ao mesmo tempo, sinais de esperança da construção de um mundo melhor a toda população; denunciar toda e qualquer injustiça cometida pelo sistema capitalista, irradiando a mensagem que as mudanças acontecerão com o povo em luta, ocupando praças e ruas por direitos e liberdade. É, acima de tudo, uma forma de dar voz àqueles que não têm voz. 

Ainda, outros objetivos específicos tem o Grito: organizar o máximo de ações que fortaleçam a organização, a mobilização e as lutas populares; defender a vida humana, em todas as suas dimensões, construindo alternativas que fortaleçam, organizem e mobilizem os/as excluídos/as a lutar por uma nova sociedade; erguer as bandeiras e lutar pelo acesso e qualidade de todos os serviços públicos básicos para a população, como: educação, saúde, alimentação saudável, água potável, energia, saneamento, moradia; empunhar a bandeira contra a privatização dos bens naturais e dos serviços públicos; construir espaços e ações com a participação efetiva dos excluídos/as, unindo campo e cidade na denúncia das injustiças cometidas pelo atual modelo e anúncio da construção de um mundo melhor que tenha a vida em primeiro lugar; denunciar a criminalização dos movimentos e das lutas populares que a grande mídia e os capitalistas vêm desenvolvendo através dos meios jurídicos, legislativos e de repressão truculenta. 

Esse movimento nos ajuda a construir a consciência de que as mudanças sociais não caem do céu ou dos tronos estabelecidos. Assim como as espigas, as flores, as plantas e os edifícios, elas se levantam do chão. É preciso que mergulhem suas raízes na terra úmida e escura dos embates, tensões e conflitos de interesses humanos. 

Não podemos deixar acontecer que a infiltração de interesses escusos e anárquicos nos movimentos populares que têm acontecido nos últimos tempos, desvirtuem o bom sentido e a cidadania das verdadeiras manifestações, propulsoras das necessárias transformações sociais. 

Três são os ingredientes principais a acionar essa mobilização: o primeiro, o já amplamente notório e conhecido mal estar crescente da população com o aprofundamento da crise do sistema capitalista, de filosofia neoliberal, particularmente a partir do início da década de 70. 

O segundo, dispensaria maiores comentários, se não fizesse parte do ‘Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos’. Com um vasto mosaico de manifestações populares ocorridas em 2013 e que retornam com insistência em 2014, apresenta-se com energia juvenil e veemência profética a exigência do ‘padrão Fifa’, não só para os estádios e infraestrutura da Copa, mas sobretudo para os direitos básicos da população de baixa renda. 

Finalmente, o terceiro ingrediente das mudanças sociais reconhece o oxigênio primaveril dos jovens como fator preponderante, sangue novo num organismo social e político carente de uma verdadeira transfusão de valores novos. 

Parafraseando o clima de expectativa em vista da Copa do Mundo, não basta assistir das arquibancadas o desenrolar do jogo: é preciso entrar em campo - ‘ocupar as ruas e praças’ - e participar de forma patrioticamente ativa nas decisões sobre um futuro justo, solidário, sustentável e fraterno para o nosso povo.

Antonio Oswaldo Storel é presidente da Pasca e coordenador do CNLB Diocese de Piracicaba

Texto: Antonio Oswaldo Storel
Fonte: Jornal da Piracicaba

Papa pede à juventude asiática para que sirva os pobres, abandonados, doentes e marginalizados

O papa Francisco presidiu neste domingo, 17, missa de encerramento da VI Jornada Asiática da Juventude, no Santuário do “Mártir desconhecido”, no Castelo de Haemi, Coreia. A celebração reuniu cerca de 40 mil pessoas de 23 nações da Ásia. 

Em sua homilia, Francisco pediu aos jovens para que não tenham “medo de levar a sabedoria da fé a todos os campos da vida social” e para que procurem “servir os pobres, os abandonados, os doentes e os marginalizados”. Leia, na íntegra, o discurso do papa à juventude asiática.

Confira abaixo a homilia do Papa Francisco:

http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/internacional/14780-papa-pede-a-juventude-asiatica-para-que-sirva-os-pobres-abandonados-doentes-e-marginalizados

Por CNBB



Por CNBB

Papa Francisco viaja à Coreia e fala sobre a paz na península

Em sua terceira viagem internacional, o papa Francisco chegou quinta-feira à Seul, na Coreia do Sul. Francisco deverá permanecer na Ásia até a próxima segunda-feira, dia 18. Ele é o segundo papa que visita o país asiático. O primeiro foi João Paulo II, que esteve na Coreia do Sul em 1984 e em 1989.

O compromisso é uma prioridade do Vaticano, uma vez que é interesse do papa apoiar as igrejas minoritárias, mas dinâmicas, na região. De acordo com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, a viagem representa uma mensagem para o futuro da Ásia. Em entrevista ao Centro Televisivo do Vaticano, o cardeal, responsável pela diplomacia, destacou que "esta visita do papa ao Extremo Oriente tem especial importância", dado o papel da região "na política e na economia mundiais".

Em sua chegada, após celebrar uma missa na Nunciatura, onde ficará hospedado, o papa foi à sede da presidência e reuniu-se com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, e outras autoridades. Em seu primeiro discurso na capital, na presença da presidente do país, ele elogiou “os esforços feitos a favor da reconciliação e da estabilidade na península, o único caminho para uma paz duradoura”. Ao falar em inglês pela primeira vez em um evento oficial, Francisco evitou cuidadosamente citar o regime comunista norte-coreano, embora tenha feito referência às injustiças, perseguições e mobilização de forças que fizeram alusão à Coreia do Norte. À tarde, ele também se reuniu com os bispos coreanos na sede da Conferência Episcopal.

A visita do pontífice foi marcada para coincidir com a 6ª Jornada Asiática da Juventude, que ocorre entre os dias 13 e 17 de agosto, em Daejeon, a 150 quilômetros de Seul, para onde viaja nessa sexta-feira, 15. Em Daejon, o papa celebrará a missa de início da Jornada em um estádio e depois deve visitar o santuário de Solmoe, onde se reunirá com jovens de 23 países asiáticos. Segundo o Vaticano, seis mil jovens irão participar da Jornada.

No sábado, 16, o papa celebrará em Gwanghwamun a missa de beatificação de Paul Yun Ji-Chung e outros 123 mártires, todos assassinados entre 1791 e 1888 por usa fé no cristianismo, que chegava à Coreia. No encontro, Francisco destacará o dinamismo da Igreja na região, apesar de os católicos serem apenas 10% da população. Após a missa, ele ainda irá a Kkottongnae para visitar um centro de recuperação de incapacitados, a Casa da Esperança, onde se reunirá com comunidades de religiosas e membros do apostolado laico.

No domingo, 17, o pontífice se deslocará até Haemi, onde se encontrará com os bispos da Ásia no santuário da cidade e, em seguida, presidirá a missa de encerramento da Jornada da Juventude asiática.

Uma missa para “a paz e a reconciliação” será celebrada na segunda-feira, 18, na catedral de Myeong-dong, em Seul. De lá, o papa retornará a Roma. 

Por CNBB