O
arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão para o tema central da
Assembleia, dom Sergio Eduardo Castriani participou da coletiva de imprensa
realizada na tarde da quinta-feira, 11 de abril.
Discutindo em torno do tema da Assembleia deste ano “Comunidade de
Comunidades: uma nova paróquia”, dom Sergio confirmou que paróquia é a grande
escola de fé, oração, valores e costumes cristãos. “A paróquia continua sendo
uma referência importante para o povo cristão, inclusive para os ‘não
praticantes’, ela pode se tornar um farol sempre mais luminoso, especialmente
nestes tempos de incerteza e inseguranças”.
Dom Castriani destacou que o episcopado está convencido de que é
preciso fazer uma renovação urgente nas paróquias. “As mudanças da realidade
estão pedindo uma nova organização e acreditamos que esta renovação está ligada
à articulação de pequenas comunidades capazes de estabelecer vínculos entre as
pessoas que convivem na mesma fé”.
O bispo observou que a nova ‘comunidade de comunidades’ precisará
integrar às comunidades religiosas, associações, comunidades eclesiais de base,
movimentos, pastorais sociais, novas comunidades de vida e aliança, hospitais,
escolas, universidades e hoje, ainda, as comunidades ambientais.
“Ao se tornar comunidade, a paróquia se torna uma instituição. É
na comunidade que se dá as relações interpessoais, o seguimento de Jesus
Cristo, a vocação cristã é uma vocação à vida comunitária, a vocação cristã se
vive em comunidade”.
Dom Sergio Castriani destacou que o maior desafio será “formar
verdadeiras comunidades e articula-las entre si na paróquia que continua sendo
esta instituição secular que corresponde ainda à necessidade de uma nova
evangelização, mas que precisa ser profundamente renovada”.
Questionado sobre a participação dos leigos na nova paróquia, dom
Sergio ressaltou que a função dos bispos é criar comunhão, manter a Igreja fiel
ao evangelho; e com a criação de pequenas comunidades, com a setorização os
serviços são multiplicados sendo necessária a formação de novos ministros,
sendo assim a participação de leigos se torna importante.
Fonte: CNBB
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